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Como se fosse uma estrela, Andréia tomou um carro na pista do aeroporto

A família de Andréia Schwartz ficou ontem em casa esperando a sua volta, em freqüentes contatos por telefone com dois amigos que viajaram a São Paulo para acompanhá-la e com diversos jornalistas que ligaram em busca de informações. Elza, mãe de Andréia, desistiu de esperá-la em Guarulhos, para evitar o "assédio da mídia".Aliás, as outras três Elzas Dias, de Vila Velha, reclamaram muito ontem por terem de atender dezenas de ligações de repórteres nos últimos dias em busca de Andréia.Por volta das 17h30, Elza descansava à espera da filha. "Ela está feliz com a volta da filha, mas muito ansiosa", disse Diego, de 20 anos, filho do atual marido dela, Adriano Lemke.Diego não soube dizer quanto tempo ela pretende passar no Brasil, mas acha que ela não vai embora logo porque "precisa passar um tempo com a família". Ele afirmou não saber qual era o trabalho dela no exterior, mas garantiu não ter sentido vergonha ao saber: "Por mais que ela tenha comandado uma rede (de prostituição) lá, foi a única brasileira a entrar na história por derrubar um governador. Tento ver o lado positivo."Para que Andréia não viajasse sozinha até Vitória, seguiram para a capital paulista Roger Gouvêa e Carlos Alberto Silva, amigos da família. Pareciam seguranças.Ao desembarcar em Guarulhos, porém, a cafetina desencontrou-se deles por causa do suposto jornalista Dival Ramiro, que se diz freelancer de jornais americanos. Desde o embarque em Nova York, ele acompanhou Andréia evitando contatos dela com outros jornalistas. Segundo Elza, Ramiro apresentou propostas financeiras à capixaba em troca de entrevista exclusiva. A mãe chegou a dizer que a filha havia sido "seqüestrada" por ele, mas essa possibilidade logo foi afastada.Andréia chegou em Vitória por volta das 22h30 e foi ao encontro da família, que a aguardava em local não informado. Mas não foram apenas os jornalistas que deram notoriedade à cafetina brasileira. A Infraero, órgão do governo, autorizou a entrada de um carro na pista do aeroporto, para que Andréia fosse embora sem utilizar o terminal de passageiros. Ela ainda contou com a ajuda de amigos para despistar os carros de imprensa.COLABOROU LAURA DINIZ

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