Nabil Mounzer/Efe
Nabil Mounzer/Efe

Companhia confirma resgate de 60 corpos no Mediterrâneo

Avião da Ethiopian Airlines caiu no litoral do Líbano logo após decolar na segunda-feira com 90 a bordo

Efe,

26 de janeiro de 2010 | 09h42

As equipes que participam do resgate do avião da Ethiopian Airlines que caiu no Mar Mediterrâneo na segunda-feira resgataram 60 corpos e identificaram 14 até agora, do total de 90 passageiros, informou nesta terça-feira, 26, a companhia aérea.

 

Seis dos corpos identificados são de nacionalidade etíope, enquanto os outros oito são libaneses, confirmou a diretora do departamento de Relações Públicas de Ethiopian Airlines, Wogayehu Terefe.

 

Segundo Terefe, as equipes de resgate não encontraram sobreviventes do acidente do Boeing 737-800, voo ET409, que transportava 82 passageiros e 8 tripulantes (31 etíopes, 51 libaneses, 1 turco, 1 francês, 2 britânicos, 1 russo, 1 canadense, 1 sírio e 1 iraquiano) de Beirute a Adis-Abeba.

 

Anteriormente, fontes militares haviam dito que 14 corpos foram encontrados até esta manhã. As mesmas fontes destacaram que, apesar de continuarem as operações de busca, "as esperanças de encontrar sobreviventes são mínimas".

 

Os soldados que se encontram no local do acidente, a 3,5 quilômetros do litoral do Líbano, também não encontraram ainda as caixas-pretas do avião, de acordo com a companhia aérea.

 

Segundo várias testemunhas, o avião caiu em chamas no mar, o que alguns veículos de imprensa interpretaram como consequência de uma possível sabotagem. Representantes do governo da Etiópia, entretanto, declararam à imprensa local que não acreditam que o acidente foi causado por um atentado, pois a companhia não tinha recebido nenhuma ameaça.

 

Também no Líbano, segundo a imprensa local etíope, o ministro da Defesa da Etiópia, Elias Murr, disse que "aparentemente o mau tempo foi a causa do acidente" e também refutou a ideia de um atentado, dizendo que "descarta o 'jogo sujo' até agora".

 

Murr revelou na noite da segunda-feira à rede de televisão LBC que o piloto do avião tinha recebido ordens de mudar de rumo para evitar a tempestade que aumentava sobre a capital libanesa, mas que ignorou suas advertências.

 

O presidente da Ethiopian Airlines, Girma Wake, disse ontem, por sua vez, que ainda não se pode determinar as causas do acidente. No entanto, indicou que, "se as condições meteorológicas fossem péssimas, a tripulação não teria decolado".

 

A Ethiopian Airlines enviou de Londres uma equipe especial de resgate contratada para se unir às operações no Líbano, além de uma equipe de investigação de 14 pessoas formada pelas autoridades de aviação etíopes, serviços de inteligência, pessoal médico e diretores da companhia aérea.

 

Nos trabalhos de busca participam a frota americana, o Exército Libanês e a Força Interina da ONU no Líbano (Finul), além da colaboração de equipes de França, Reino Unido, Alemanha e Chipre.

 

Ainda há dúvidas sobre o paradeiro da passageira cubana-americana Marla Sánchez, esposa do embaixador da França em Beirute, Denis Pietton. Enquanto fontes militares asseguravam que o corpo de Marla Sánchez tinha sido resgatado na segunda-feira, uma fonte da embaixada francesa insistiu que ainda não sabiam o que tinha acontecido com ela.

 

"Seria um milagre se a encontrássemos com vida. Continuamos esperando, embora achemos que só poderemos recuperar seu corpo", disse a fonte, que preferiu não se identificar.

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