Companhia recebe encomenda para clonar um cachorro

Uma mulher da Califórnia pagará US$ 150 mil por uma réplica exata de seu animal de estimação

EFE

16 de fevereiro de 2008 | 02h25

Uma companhia sul-coreana anunciou que recebeu o primeiro encomenda para clonar um cachorro, concretamente um pitbull chamado Booger que morreu há 18 meses. Uma mulher da Califórnia pagará US$ 150 mil à empresa RNL Bio a fim de conseguir uma réplica exata de seu animal de estimação, à qual se sentia muito unida depois que o animal salvou sua vida quando outro cachorro o atacou. A operação, para a qual se utilizará tecido extraído do animal antes que ele morresse, será levada a cabo por uma equipe da Universidade Nacional de Seul, a mesma onde se criou em 2005, embora sem fins comerciais, o primeiro cachorro clonado, um filhote de galgo afegão chamado "Snuppy". A RNL Bio diz que esta é a primeira vez que se clonará um cachorro de forma comercial, mas espera que não seja a última, já que acredita receber centenas de pedidos nos próximos anos e, inclusive, estuda clonar cachorros treinados especialmente para detectar explosivos ou drogas, segundo a fonte. "Nos países ocidentais há muita gente que quer clonar seus cachorros, inclusive a este alto preço", disse o diretor da firma, Ra Jeong-chan, em declarações à imprensa sul-coreana, divulgadas hoje pela "BBC" em seu site. Mas esses custos poderiam ser reduzidos pela metade, para US$ 50 mil, "quando a clonagem se transformar em uma indústria", opinou, por sua parte, o diretor de marketing da RNL Bio, Cho Seong-ryul.  Segundo a cadeia britânica, a proprietária do pitbull, Bernann McKunney, proporcionou à companhia sul-coreana tecido da orelha extraído de Booger antes que ele morresse e conservado por uma empresa de biotecnologia americana. A equipe universitária que levará a cabo a clonagem é dirigida pelo professor Lee Byeong-chun, que participou de uma equipe liderada por Hwang Woo-souk, o polêmico cientista sul-coreano protagonista da falsa clonagem de células-tronco humanas. Hwang assegurou em 2004 que tinha conseguido a primeira clonagem de células-tronco de embrião humano, mas em 2006 a Universidade Nacional de Seul confirmou que o cientista tinha falsificado seus estudos, que tinham aberto uma porta de esperança perante doenças consideradas até agora incuráveis. De todas as façanhas científicas realizadas por sua equipe, só "Snuppy", um filhote de galgo afegão cuja clonagem foi anunciada em 2005, se salva de seruma fraude, segundo a comissão de pesquisa da Universidade Nacional de Seul encarregada de avaliar os experimentos de Hwang.

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