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Comparação turca com nazismo é inaceitável, diz Alemanha

Erdogan criticou governo alemão por não permitir comícios para comunidade turca no país sobre referendo para expandir seus poderes

O Estado de S.Paulo

06 de março de 2017 | 13h19

BERLIM - O governo alemão reagiu com veemência nesta segunda-feira, 6,  às acusações de "práticas nazistas" feitas pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. O porta-voz da chanceler Angela Merkel considerou as críticas absolutamente inaceitáveis, aumentando a tensão entre os dois países.

"Rejeitamos a comparação da política da Alemanha democrática à do nacional-socialismo. De forma geral, as comparações com o nazismo são sempre absurdas e fora de lugar, pois consistem em minimizar os crimes contra a Humanidade do nacional-socialismo", disse o porta-voz de Merkel, Seffen Seibert. "Sejamos críticos quando necessário, mas não percamos de vista o significado de nossa associação, de nossa relação estreita. Vamos manter a cabeça fria." 

A Turquia não tem aceitado as críticas alemães dos últimos meses sobre a falta de liberdade de expressão e de direitos da oposição após os expurgos em massa conduzidos por Erdogan depois da tentativa fracassada de golpe de Estado em julho. Cerca de três milhões de turcos e descendentes vivem na Alemanha. 

No domingo, Erdogan acusou a Alemanha de "práticas nazistas" após a proibição de vários comícios programados pela comunidade turca para apoiar o "Sim" no referendo constitucional que a Turquia celebra em 16 de abril e que pretende fortalecer o poder presidencial.

"Suas práticas não são diferentes das dos nazistas", declarou Erdogan em um comício em Istambul a favor do referendo sobre a ampliação de seus poderes.

O chefe de Estado turco chegou a dizer que estaria pronto a fazer campanha na Alemanha, assegurando que se as autoridades o impedissem, ele colocaria "o mundo de cabeça para baixo". / AFP

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