Competente, atenta e amigável. Só tem um defeito: é robô

Ela não precisa ser paga, mas o novo membro do staff da Carnegie Mellon University faz tudo que uma recepcionista deveria: dá informações, atende o telefone e até fofoca sobre o chefe. Normalmente, ela gosta de falar sobre seu psiquiatra e contar que seu sonho é tornar-se recepcionista de um lounge.A loira Valerie é na verdade robocepionista. É considerada a primeira robô recepcionista com personalidade do mundo, dizem funcionários da universidade. ?Nós quisemos dar-lhe uma personalidade de pobre coitada, lutando para dar-se bem num mundo de humanos?, explica Kevin Snipes, 26 anos, estudante de dramaturgia, um dos escritores que colaborou para criar a personalidade ficcional de Valerie. ?Mas ela pode ser charmosa também.?O projeto de Valerie é resultado de dois anos de colaboração entre o departamento de ciência da computação da Carnegie Mellon e seu departamento de teatro, com o objetivo de criar um robô com habilidade social que atraísse as pessoas. Os funcionários dizem que o robô tem potencial para aplicações comerciais e o departamento de teatro pode incorporá-la a um musical ? a despeito de sua voz e timbre limitados.?Ela não tem idéia de que é horrorosa?, diz Snipes.Na verdade, Valerie é uma geringonça com forma de tambor, com um rosto animado digitalmente num monitor, espetada numa cabina adaptada, na entrada do salão de ciência da computação.Com sua capacidade de detectar movimento, ela cumprimenta visitantes assim que eles se aproximam. Digitando-se uma pergunta no teclado, dá informações sobre o campus de Pittsburgh e presenteia o visitante com previsões do tempo.Com o tempo, seus criadores gostariam de colocar-lhe uma face, um reconhecedor de voz e tornar Valerie mais viva, retirando seu rosto da tela plana do monitor.Valerie, entretanto, tem seus limites. Os visitantes têm de digitar num teclado para comunicarem-se com ela e ela entende apenas perguntas simples.?O que não temos é um robô com o tipo de compreensão que as pessoas têm?, diz Reid Simmons, professor de pesquisa do Instituto de Robótica de universidade. ?Está-se é criando a ilusão de que este robô é realmente mais socialmente informado do que ele é.?

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