Compra de material bélico pela Venezuela preocupa EUA

Os Estados Unidos têm um discurso sobre armamento que eles próprios não praticam, disse o ministro da Defesa venezuelano, general Raúl Baduel. "Poderia ser aplicado com eles (EUA) o que dizia o filósofo espanhol José Ortega y Gasset, já que defendem uma moral que não praticam", acrescentou Baduel.A afirmação do militar venezuelano refere-se às recentes declarações do novo chefe do Comando Sul dos EUA, almirante James Stavridis, que manifestou "preocupação" com armas que a Venezuela compra."Esse cavalheiro é membro de um Exército que se atribui o direito de intervir em qualquer parte do mundo passando por cima das instâncias internacionais", argumentou Baduel.O ministro venezuelano alegou que os países latino-americanos sabem que a Venezuela está comprando material militar defensivo para substituir o atual, que é obsoleto."Todos conhecem a vocação pacifista de nosso país Sabem que todas essas aquisições de sistemas defensivos não têm a intenção de agredir nenhum país amigo", disse o titular da defesa venezuelana.ArmamentoA Venezuela comprou 100 mil fuzis Kalashnikov AK-103 para substituir os FAL Belgas que equipam suas Forças Armadas há mais de 50 anos. O país andino também comprou um lote de 24 caças-bombardeiros russos Sukhoi Su-30 para substituir os americanos F-16.Caracas está adquirindo helicópteros de fabricação russa Mi-17, Mi-26 e Mi-35 e, a partir do próximo ano, receberá oito embarcações de vigilância litorânea da Espanha.A empresa aeronáutica espanhola ´Casa´ cancelou um acordo de venda à Venezuela de doze aviões de transporte porque Washington negou a autorização para que fosse incorporada tecnologia dos EUA nesses equipamentos. Pelo mesmo motivo, a Embraer rejeitou, no começo do ano, um pedido de aviões "Super Tucano" feito pela Força Aérea Venezuelana.

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