Desmond Boylan/Reuters
Desmond Boylan/Reuters

Comunidade cubana em Miami pede esclarecimento sobre morte de Payá

Organização Mães e Mulheres Antirrepressão em Cuba responsabiliza governo de Raúl Castro

estadão.com.br,

23 de julho de 2012 | 18h29

Texto atualizado às 19h43

HAVANA - A comunidade anticastrista cubana radicada em Miami pediu nesta segunda-feira, 23, um esclarecimento sobre a morte do dissidente Oswaldo Payá, vítima de um acidente de trânsito no domingo. O corpo de Payá chegou em Havana no início desta noite e deve ser enterrado terça-feira.

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"Enquanto tentamos saber quais as circunstâncias da morte de Payá, é muito importante que a comunidade internacional se una àqueles que estão em Cuba para pressionar o regime a revelar a verdade", disse o senador cubano-americano Marco Rubio, do Partido Republicano. Ele também pediu proteção às pessoas que têm informações sobre o acidente.

A organização Mães e Mulheres Antirrepressão em Cuba (MMAC) divulgou um comunicado no qual responsabilizou o governo de Raúl Castro pela morte de Payá. "O governo tem um amplo histórico de assassinatos, perpetrados por diversos meios, para eliminar seus adversários", diz o texto. "Entre eles, estão supostos acidentes de automóvel."

Payá, de 60 anos, liderava o Movimento Cristão de Liberação e viajava com um cubano, um espanhol e um sueco. O primeiro morreu e os outros dois ficaram feridos. O carro chocou-se contra uma árvore em Bayano, a 744 km de Havana.

"Quero agradecer a todas as mensagens de pessoas que manifestaram seu apoio em este momento trágico para a dissidência e para a família de Payá", afirmou o dissidente Ernesto Martini.

O presidente dos EUA, Barack Obama, e a chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, lamentaram a morte do dissidente.

Com AFP 

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