Comunidade internacional condena ataque contra base da ONU no Líbano

O governo chinês emitiu nesta quarta-feira uma nota oficial na qual manifesta sua firme condenação ao ataque aéreo de Israel contra uma base das Nações Unidas no Líbano, no qual morreram quatro observadores da entidade, um deles chinês.No comunicado, emitido pela agência oficial de notícias Xinhua, o Executivo chinês se declarou "profundamente comovido" pelo ataque e pela morte do funcionário da ONU identificado como Zhaoyu, além de outros observadores.O texto acrescenta que a China espera que "todas as partes envolvidas no conflito, especialmente Israel, tomem medidas para garantir a segurança das missões de paz da ONU". Até agora, a China vinha evitando condenar Israel e o Líbano pelo conflito, limitando-se a pedir às partes o fim das hostilidades e a retomada das negociações.O ataque na noite da terça-feira, na localidade de Khiyam, deixou completamente destruída a base do Grupo de Observadores das Nações Unidas na região.O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, condenou o ataque "aparentemente deliberado" e exigiu que Israel inicie uma investigação. O Ministério de Relações Exteriores de Israel, por sua vez, lamentou o incidente, mas negou que a base tenha sido atacada deliberadamente.O Conselho de Segurança da ONU avalia atualmente o futuro da missão, cujo mandato termina dia 31 de julho. A força conta atualmente com 2 mil militares, da China, França, Gana, Itália, Índia e Polônia, entre outros países. Paquistão e FinlândiaO Paquistão também condenou com firmeza nesta quarta-feira a morte dos quatro observadores da ONU. "Condenamos firmemente o assassinato dos observadores de Nações Unidas no Líbano", disse o porta-voz do Ministério de Exteriores, Tasnim Aslam. O Paquistão vem realizado esforços diplomáticos, juntamente com outros países muçulmanos, para obter um cessar-fogo no conflito. A presidente da Finlândia, Tarja Halonen, pediu nesta quarta a Israel explicações sobre o bombardeio à base da ONU. Entre os quatro observadores mortos, presumivelmente há um finlandês. "Nada justifica que Israel ataque uma base de observação da ONU", declarou em um comunicado Halonen, que também é chefe das Forças Armadas Finlandesas. Segundo fontes dos serviços de segurança do Líbano, os quatro observadores da ONU mortos são de nacionalidades austríaca, canadense, finlandesa e chinesa.

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