Comunidade internacional reage à crise no Zimbábue

Morgan Tsvangirai, líder da oposição noZimbábue, desistiu de concorrer no segundo turno das eleiçõescontra o presidente Robert Mugabe no domingo, afirmando queeleições livres e justas seriam impossíveis sob o atual climade violência. Saiba como a comunidade internacional reagiu à decisão: ESTADOS UNIDOS "O governo do Zimbábue e seus capangas têm que parar aviolência agora", disse Carlton Carroll, da assessoria deimprensa da Casa Branca, em um comunicado. "Todas as partes devem ser capazes de participar em umaeleição legítima e não serem sujeitas à intimidação e açõesilegais do governo, das milícias armadas e dos chamadosveteranos de guerra", adicionou Carroll. ÁFRICA DO SUL "Do nosso ponto de vista, ainda é necessário que aslideranças políticas do Zimbábue se reúnam e encontrem umasolução para os desafios que o Zimbábue enfrenta", disse opresidente Thabo Mbeki. "Eu espero que essa liderança esteja aberta a um processoque possa resultar em um acordo sobre o que vai acontecer com opaís. E isso é, certamente, o que nós tentaríamos encorajar". UNIÃO EUROPÉIA Javier Solana, chefe de política internacional da União,considera que a retirada da candidatura de Morgan Tsvangirai "écompreensível, dada a inaceitável e sistemática campanha deviolência, obstrução e intimidação liderada pelas autoridadeszimbabuanas, por várias semanas", disse um comunicado do seugabinete. "Nessas condições, as eleições se tornaram uma farsa dedemocracia. Elas não são dignas do continente africano dehoje". GRÃ-BRETANHA "Agora nós enfrentamos uma séria crise de legitimidadeporque está claro que as únicas pessoas com um pouco delegitimidade são as que venceram o primeiro turno de 29 demarço, e elas são a oposição", disse o ministro das RelaçõesExteriores, David Miliband a repórteres. "Nós chegamos a um momento absolutamente crítico do desejodo povo do Zimbábue de se livrar do governo tirânico de RobertMugabe". FRANÇA "O presidente francês (Nicolas Sarkozy) responsabiliza asautoridades zimbabuanas, que escolheram deliberadamente ocaminho da violência para amordaçar o povo do Zimbábue eprevenir que eles se expressem livremente nas urnas". "Ele (o presidente da França) condena essa campanha demuitos sérios atos de violência perpetrada pelo presidenteMugabe contra Tsvangirai, membros da oposição e o povo doZimbábue". "Essas violências constituem uma evidente violação dademocracia. A França está pronta para tomar, junto com seusparceiros da União Européia, todas as medidas necessáriascontra os responsáveis por essa farsa eleitoral". ZÂMBIA "Muitas coisas inconstitucionais foram feitas nesseprocesso (de campanha eleitoral). É, então, pertinente oadiamento das eleições para evitar uma catástrofe na região",disse o presidente da Zâmbia, Levy Mwanawasa, a repórteres emLusaka. "Os eventos no Zimbábue estão ocorrendo rápido. Tsvangiraianunciou que se retira e será escandaloso para o SADCpermanecer em silêncio", disse Mwanawasa, que atualmente chefiao bloco regional Comunidade de Desenvolvimento da ÁfricaAustral (SADC, na sigla em inglês). "O que está acontecendo no Zimbábue é, obviamente, umconstrangimento tremendo para todos nós. Eu espero queconsigamos encontrar uma solução o mais cedo possível", disseMwanawasa.

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