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Comunidade judaica brasileira confia em governo de união

A possibilidade de um político linha-dura como Ariel Sharon vencer a eleição de terça-feira em Israel não parece preocupar a comunidade judaica brasileira. De maneira geral, lideranças locais dizem que, uma vez no poder, o candidato do Likud terá de fazer alianças para governar e, portanto, precisará agir com mais moderação.O presidente da Confederação Israelita do Brasil, Jack Leon Terpins, enfatiza que Sharon terá de formar um governo de coalizão para ter condições de dirigir o país. "Ele não vai governar sozinho", diz Terpins. "Além do mais, o povo israelense está muito unido. Minha esperança é a de que ele faça um governo de união nacional." Terpins integrou recentemente uma delegação enviada pela comunidade judaica do Brasil a Israel para prestar solidariedade ao país em seu esforço para promover a paz.Para o rabino Henry Sobel, presidente do Rabinato da Congregação Israelita Paulista, o problema maior no pós-eleição é que dificilmente o primeiro-ministro terá o apoio da Knesset para fazer as concessões necessárias a um acordo de paz. "Sharon é um ponto de interrogação. De um lado, temos de lembrar que ele foi um grande assessor do ex-primeiro-ministro Menachen Beguin, que assinou o histórico acordo com o presidente egípcio Anuar Sadat. Por outro lado, ele é odiado por políticos e estadistas do mundo inteiro."Não há dúvida de que um governo Sharon será mais conservador, avalia o presidente do Conselho Juvenil Sionista do Estado de São Paulo, Eduardo Kuperman, estudante de engenharia. Mas ele também acha que, uma vez "lá", Sharon pode rever suas idéias. "O próprio Yitzhak Rabin no começo não queria negociar com a Organização de Libertação da Palestina (OLP), mas depois percebeu que tinha de dialogar com Arafat", compara. "A situação não vai piorar nem com um nem com outro."O embaixador Moussa Amer Odeh, da Delegação Especial Palestina no Brasil, não quis expressar opinião sobre as eleições, "por se tratar de assunto interno israelense, sobre o qual a Autoridade Palestina não interfere". No entanto, ele considera que, qualquer que seja o primeiro-ministro, o país só terá sucesso em obter a paz e segurança quando houver "clareza de visão" na sua liderança. "Esperamos que um futuro primeiro-ministro tenha em mente os interesses do povo israelense e de toda a região para haver uma paz justa e abrangente."

Agencia Estado,

03 de fevereiro de 2001 | 23h11

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