Comunidade muçulmana sofre ameaças nos EUA

Líderes árabes e muçulmanos dos Estados Unidos - que representam cerca de sete milhões de pessoas - condenaram hoje os ataques terroristas contra o World Trade Center e o Pentágono, e pediram para que o povo norte-americano não se volte contra suas comunidades. Mas com Washington considerando o terrorista saudita exilado Osama Bin Laden como principal suspeito, mensagens antiárabes e antiislâmicas se espalham pela Internet, em chamadas telefônicas a grupos em Washington, Los Angeles e San José (Califórnia) e em insultos gritados pelas ruas de Chicago.Em uma cidade do Colorado, um grupo de homens não identificados teria ameaçado incendiar uma mesquita. "Indiferentemente de quem for considerado culpado por esses assassinatos terroristas, nenhuma comunidade étnica ou religiosa pode ser ameaçada ou culpada coletivamente", afirmou o Instituto Árabe-Americano, que recebeu em seu escritório, em Washington, dezenas de telefonemas de pessoas afirmando que o grupo "deveria pagar por isso" e dizendo aos árabes que eles "deveriam voltar para casa".Em Chicago, Mustafá Yassin, da Rede de Ação Árabe-Americana, disse ter sido ameaçado por um homem de meia idade que gritava insultos contra os árabes. No Colorado, Farouk Abushaban, porta-voz da Sociedade Islâmica de Colorado Springs, disse que quatro homens ameaçaram incendiar a mesquita da cidade. Segundo Abushaban, várias mensagens ameaçadoras foram deixadas na secretária eletrônica da mesquita.Em Nova York, o prefeito Rudolph Giuliani afirmou que as comunidades árabes receberão uma proteção especial da polícia para protegê-las de ameaças.

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