Comunidade pressiona por democracia no Zimbábue

Líderes sul-africanos pressionaram novamente neste domingo o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, para que realize reformas democráticas antes de novas eleições no país. Eles esperam a definição de uma nova data para o pleito. Representantes de 15 países da Comunidade Sul-Africana de Desenvolvimento (SADC, na sigla em inglês) discutiram com Mugabe na noite de sábado, no fim de uma reunião sobre livre comércio. Depois de fracassarem em chegar a um acordo, retomaram as conversas hoje, novamente após o encontro de comércio.

AE, Agência Estado

12 de junho de 2011 | 16h16

O organismo, que zela pela segurança da região, emitiu em março uma forte censura a Mugabe, exigindo o fim da violência política e insistindo que fossem implantadas as reformas prometidas sob o Acordo Político Global, que criou um governo de unidade entre Mugabe e seu adversário Morgan Tsvangirai. Atualmente, Tsvangirai é o primeiro-ministro, depois do fracasso das eleições de 2008, cujos conflitos causaram mortes e problemas econômicos.

Sob o acordo, o governo de unidade deveria fazer uma nova constituição e realizar eleições, mas o processo está um ano atrasado. Em reunião de líderes africanos em março, na cidade de Livingstone (Zâmbia), Mugabe foi acusado de atrasar as reformas.

"Livingstone representou avanços importantes por parte da SADC", disse o analista político zimbabuense Bornwell Chakaodza. "No passado, ela tinha uma abordagem branda para nossa situação. Acredito que a última coisa que a SADC quer é parecer fraca, não apenas para os zimbabuenses, mas para a comunidade internacional, depois de sua abordagem robusta." As informações são da Dow Jones.

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