Concurso de Miss pode ser boicotado na Nigéria

O concurso de Miss Universo 2002, que ocorre na Nigéria no próximo dia 30 de novembro, ganha proporções políticas inesperadas. Uma série de participantes de todo o mundo declaram que irão boicotar o evento em decorrência da condenação à morte da nigeriana Amina Lawal por ter tido um filho fora de seu casamento. No mês passado, a corte nigeriana decretou a condenação de Amina. O protesto em todo o mundo se fortaleceu depois de que a nigeriana apelou, alegando que seu filho havia nascido mais de nove meses depois de sua separação com seu ex-marido. Mas o tribunal islâmico do país manteve a decisão. Segundo a corte, a morte por apedrejamento está programada para ocorrer em 2004. Agora, são as representantes da França, Bélgica e Noruega ao concurso de Miss Universo que se organizam para boicotar o evento como protesto à decisão do tribunal. A última a se juntar ao boicote foi a Miss Suíça, Nadine Vinzens, que ganhou a seletiva nacional neste fim de semana. Outras representantes, como a do Togo e da Costa do Marfim, ainda não confirmaram suas presenças no evento. A iniciativa tem o respaldo até mesmo do Parlamento Europeu, que pediu a todas as competidoras do continente que aderissem ao boicote. SegurançaOutras representantes estão preocupadas com a segurança. Uma série de grupos radicais na Nigéria ameaçaram atacar os participantes do evento, o que está retardando, por exemplo, a confirmação da Miss Polônia 2002. Com tantos problemas, os organizadores do concurso pedem que a corte reverta a sentença contra Amina.

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