Condenação de jornalista por traição gera protestos

Manifestantes protestaram nesta quinta-feira no porto de Vladivostok (no extremo oriental da Rússia, frente ao Pacífico), contra a condenação por traição do jornalista Grigory Pasko, especializado em assuntos militares, cujo caso foi amplamente criticado por grupos de direitos humanos como uma tentativa de limitar o direito de opinião. Pasko e sua defesa disseram que as acusações foram uma resposta às suas reportagens em que denuncia crimes ambientais praticados pela Marinha russa, incluindo o lançamento de substâncias radioativas no Mar do Japão. ?Quase aliados? Durante a demonstração diante do escritório local do Serviço de Segurança Federal, que investigou o caso, cerca de 15 manifestantes ergueram cartazes em que se lia: "Queremos saber a verdade sobre os crimes nucleares da Frota do Pacífico" e "Os almirantes é que devem ser julgados, não os jornalistas". Funcionários do consulado dos EUA em Vladivostok também participaram dos protestos. "Este é um caso de liberdade de discurso e de expressão", disse o diplomata Alexander Hamilton, falando em russo. "OS EUA se preocupam com o futuro da Rússia em geral, porque após 11 de setembro nós nos tornamos não apenas amigos, mas quase aliados". Nesta quinta-feira mesmo, o porta-voz da Câmara alta do Parlamento russo, Sergei Mironov, disse que pode propor que o caso da condenação de Pasko seja reconsiderado. Ele já havia falado antes em favor da libertação de Pasko.

Agencia Estado,

10 Janeiro 2002 | 17h12

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