AP Photo/Ariana Cubillos, File
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Condenação de sobrinhos por narcotráfico é ataque imperialista, diz Maduro

Em rede obrigatória de rádio e televisão, o presidente venezuelano afirmou que existe uma política voltada a acabar com uma das grandes forças espirituais da revolução

O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2016 | 22h14

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta sexta-feira, 26 que o "imperialismo" criou uma causa para atacar sua esposa, Cilia Flores, depois que dois familiares seus foram declarados culpados nos Estados Unidos por crimes de narcotráfico.

"Vocês acreditam que é casualidade que o imperialismo tenha criado uma causa que tem como único objetivo atacar a primeira-dama, a primeira combatente, a esposa do presidente?", se perguntou Maduro em um ato em Caracas em comemoração do Dia Internacional pela Erradicação da Violência contra a Mulher.

Em rede obrigatória de rádio e televisão, o presidente venezuelano afirmou que existe "uma política voltada a acabar com uma das grandes forças espirituais da revolução que é o despertar da consciência e dos direitos históricos da mulher".

Esta é a primeira reação de Maduro depois de mais de uma semana que Efraín Antonio Campo Flores e Francisco Flores de Freitas, sobrinhos da primeira-dama, foram declarados culpados após serem acusados de tentar exportar cerca de 800 quilos de cocaína da Venezuela aos EUA, via Honduras.

O caso levantou polêmica no país sul-americano ao ponto que o atual Legislativo, de maioria opositora, aprovou um "acordo em rejeição ao tráfico de influência e ao abuso de poder" por parte dos dois parentes da primeira-dama, e pediu a Maduro "informação verídica" sobre o caso.

O parlamento também solicitou à procuradoria venezuelana que abrisse um procedimento de "antejulgamento de mérito" contra Maduro por "suas supostas vinculações" com o caso de narcotráfico de seus parentes e o suposto uso da rampa do avião presidencial no Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía e de passaportes diplomáticos para tais fins. EFE

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