Francois Mori/Reuters/Arquivo
Francois Mori/Reuters/Arquivo

Condenado à revelia, Ben Ali desqualifica julgamento

Para ex-ditador da Tunísia, julgamento é 'uma paródia da justiça'; ele e a mulher foram condenados à prisão

AE, Agência Estado

21 de junho de 2011 | 18h45

TÚNIS - O ex-ditador tunisiano Zine El Abidine Ben Ali criticou nesta terça-feira, 21, seu julgamento à revelia como "uma paródia da justiça". Por meio de nota, ele desqualificou sua condenação a 35 anos de prisão como "um expediente jurídico insensato com fins políticos".

 

No comunicado divulgado pelo advogado de Ben Ali na França, o ex-ditador diz que o julgamento "é uma paródia da justiça cujo único mérito foi a rapidez".

 

Ontem, Ben Ali e sua esposa, Leila Trabelsi, foram condenados a 35 anos de prisão por apropriação indébita de recursos públicos. O casal foi julgado à revelia, na corte criminal de Túnis.

 

Além da sentença de reclusão, Ben Ali foi condenado pelo juiz Touhami Hafi a pagar multa equivalente a 25 milhões de euros. Leila Trabelsi, por sua vez, foi condenada a restituir cerca de 20 milhões de euros ao erário tunisiano.

 

Zine Ben Ali, de 74 anos, e sua família saíram da Tunísia às pressas e fugiram para a Arábia Saudita em 14 de janeiro, no desfecho de um levante popular que serviu de estopim para uma série de revoltas pelo Oriente Médio e o norte da África. Riad não atendeu a pedido de extradição feito por Túnis.

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