Condenado médico que ajudou EUA a achar Bin Laden

O médico paquistanês Shakil Afridi, que ajudou os EUA a chegar a Osama bin Laden, foi condenado por traição nesta quarta-feira e terá de cumprir 33 anos de prisão, disseram autoridades. O veredito deve aumentar as tensões na relação entre Islamabad e Washington.

AE, Agência Estado

23 Maio 2012 | 10h48

Afridi esteve à frente de um programa de vacinação para a CIA a fim de coletar o DNA e verificar a presença de Bin Laden em um complexo na cidade de Abbottabad, onde tropas americanas mataram o líder da Al-Qaeda em maio do ano passado.

A operação enfureceu as autoridades do Paquistão porque elas não foram informadas de antemão sobre a ofensiva. Já as autoridades dos EUA pediram a libertação do médico, alegando que o trabalho dele serviu tanto aos interesses paquistaneses quanto americanos.

A condenação de Afridi ocorre em um momento sensível, porque os EUA estão frustrados pela recusa do Paquistão de abrir as rotas de suprimento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para o Afeganistão. Essas rotas foram fechadas seis meses atrás em retaliação a um ataque aéreo americano que matou 24 soldados paquistaneses.

Afridi também terá de pagar uma multa de cerca de US$ 3.500. Caso contrário, ficará mais três anos e meio na cadeia, disse Nasir Khan, uma autoridade do governo na área tribal de Khyber, onde o médico foi preso e julgado. As informações são da Associated Press.

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