Arquivo/EFE
Arquivo/EFE

Condenado por atentado em Madri será extraditado do Brasil nesta quinta-feira, 6

Em 1977, García Juliá e outros cúmplices, todos membros de um grupo terrorista de ultradireita, assassinaram cinco membros do Partido Comunista espanhol

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de fevereiro de 2020 | 21h25

Carlos García Juliá, condenado por participar de um atentado terrorista em Madri, na Espanha, em 1977, e que está preso no Brasil desde o ano passado, será extraditado nesta quinta-feira, 6, informou nesta terça-feira o advogado de defesa, Daniel Mourad Majzoub, à agência Efe.

Ainda de acordo com o defensor, os detalhes do traslado e os horários do voo não serão divulgados por questões de segurança, mas a chegada à Espanha está prevista inicialmente para sexta-feira.

O ex-integrante do grupo de extrema-direita Fuerza Nueva foi condenado no país europeu em 1980 como um dos autores do massacre em que foram assassinados três advogados trabalhistas, um estudante de direito e um funcionário administrativo na capital espanhola, em uma ação terrorista que tinha como alvo um líder do Partido Comunista local.

A extradição do extremista espanhol havia sido autorizada pelo Supremo Tribunal Federal em agosto de 2019 e dependia apenas da confirmação pelo governo brasileiro, o que ocorreu no início deste ano. A partir de então, o prazo para a extradição de García Juliá passou a ser de 60 dias.

García Juliá, que cumpriu 14 dos 193 anos de prisão aos que foi condenado em 1980, e estava foragido da justiça espanhola desde o início dos anos 90. Ele foi preso em dezembro de 2018 em São Paulo, onde vivia com identidade venezuelana falsa e trabalhava como motorista de Uber.

Antes de ser preso no Brasil, o espanhol, que tinha 24 anos quando cometeu a chacina, também viveu em outros países da América Latina, como Paraguai e Bolívia.

Depois de o paradeiro de García Juliá ser revelado, o Tribunal Nacional Espanhol solicitou a extradição com o fundamento de que a sentença que lhe foi imposta não estava prescrita e que ele ainda tinha 3.855 dias de prisão para cumprir.

O espanhol está atualmente preso na sede da Polícia Federal em São Paulo. /EFE

Tudo o que sabemos sobre:
Espanha [Europa]Carlos García Juliá

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.