Condições para acordo nuclear estão prontas, diz Irã

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou hoje que "as condições estão prontas" para um acordo nuclear entre o país e as potências mundiais. Segundo ele, o Ocidente mudou de uma política de "confrontação para cooperação". Ahmadinejad elogiou a perspectiva de um acordo sobre enriquecimento de urânio. O Irã se prepara para dar uma resposta formal para a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre o tema ainda hoje.

AE, Agencia Estado

29 de outubro de 2009 | 10h33

O presidente disse que o Teerã recebe bem iniciativas como "troca de combustível, cooperação nuclear, a construção de plantas e reatores de energia, e afirmou que "estamos prontos para cooperar". Ahmadinejad fez um discurso na segunda maior cidade do país, Mashhad, transmitido ao vivo na emissora estatal.

Para ele, o Ocidente já havia falado sobre "interrupção e suspensão de tudo (relativo ao programa nuclear)". Agora, porém, Ahmadinejad disse que há um ambiente de cooperação nas propostas. "As condições para a cooperação nuclear estão prontas." Ele afirmou que a AIEA está tomando a posição que deve, "ajudando nações independentes a criar relações saudáveis com outras nações".

Sanções

O Irã já foi alvo de três séries de sanções do Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU), por não interromper o enriquecimento de urânio. Ahmadinejad disse que a posição anterior do Ocidente era de "confrontação e ameaças", mas que isso agora mudou. Ele ressaltou, porém, que Teerã não desistirá de desenvolver tecnologia nuclear. O presidente disse que o país "não recuará um milímetro do direito da nação iraniana".

O regime do Irã afirma que seu programa nuclear tem apenas fins pacíficos, como a produção de energia. No entanto, para países como Estados Unidos e Israel, Teerã secretamente busca desenvolver armas. O processo de enriquecimento de urânio pode ser utilizado para as duas finalidades. As potências argumentam que, caso o Irã envie o urânio para enriquecimento no exterior, haveria mais controle sobre o material e diminuiriam as chances de qualquer ameaça vinda do país. As informações são da Dow Jones.

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