Condoleezza adverte que Irã pode sofrer mais sanções

A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, disse que empresas devem ter cuidado ao fazer negócios com o Irã e pensar sobre a possibilidade de mais sanções. "Acho que as pessoas devem pensar sobre o risco de fazer negócios com o Irã", afirmou à revista Der Spiegel, de acordo com transcrição da entrevista em inglês. "Acho que as pessoas devem pensar sobre o risco de mais sanções. Os Estados Unidos estão claramente colocando sanções sobre bancos iranianos e nossas leis são muito duras com aqueles que lidam com bancos sob sanções." O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade uma resolução em 23 de dezembro, a pedido de EUA, Grã-Bretanha, Rússia, China, França e Alemanha. A resolução dá ao Irã 60 dias para suspender a atividade de enriquecimento de combustível nuclear. Ministros do Exterior da União Européia reúnem-se na segunda-feira em Bruxelas para debater como as sanções serão implementadas totalmente, disseram fontes diplomáticas e oficiais. A resolução da ONU proíbe a transferência de material nuclear sensível para o Irã, congela os bens de pessoas ligadas ao programa nuclear e pede para os países mandarem informações sobre o paradeiro de indivíduos da lista. A UE pode ampliar a lista de pessoas ligadas ao programa nuclear de Teerã, disseram fontes. O Departamento do Tesouro dos EUA classificou o banco estatal iraniano Sepah como distribuidor de armas de destruição em massa e nenhuma empresa ou cidadão norte-americano pode fazer negócios com a instituição. Diplomatas europeus disseram que os EUA já estão pensando nos próximos passos. Um deles pode ser um embargo de petróleo contra o Irã e autoridades norte-americanas estão consultando aliados há meses sobre essa possibilidade. Questionada a respeito dos tipos de sanções que Washington gostaria de ver impostas se Teerã ignorar o prazo de 60 dias, Rice disse à Der Spiegel: "Vamos falar com os aliados sobre isso na próxima rodada". Condoleezza repetiu que Washington considera o Irã um causador de problemas no vizinho Iraque, por apoiar insurgentes com dinheiro e bombas. Mas insistiu que os EUA não estão querendo escalar o conflito com Teerã. "Não estamos tentando escalar. Nosso plano é tentar responder à atividade iraniana que está nos prejudicando", disse a secretária americana na entrevista publicada no domingo.

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