Condoleezza diz estar disposta a negociar com o Irã

A secretária de Estado Condoleezza Rice disse que os Estados Unidos abriria contato direito com o Irã se Teerã suspendesse seu programa nuclear. O presidente do Irã, no entanto, afirmou que seguirá com suas atividades de enriquecimento de urânio que Washington diz "mascarar o desenvolvimento de armas"."Estou preparada para me encontrar meu colega ou um representante iraniano a qualquer momento se o Irã suspender seu enriquecimento. Isso deveria ser um sinal claro", disse Rice.Neste domingo, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad comparou sua nação a um trem sem freios. "O trem do desenvolvimento nuclear não tem freio nem marcha à ré". O Irã diz que seu programa nuclear é pacífico.O vice-presidente, Dick Cheney, disse na última semana em sua viagem à Austrália que os Estados Unidos acreditam que "seria um sério erro se uma nação como o Irã se tornasse uma potência nuclear". Ele reafirmou que a administração de Bush considera "todas as opções" para deter o Irã. Rice disse que os iranianos "não precisam reverter a engrenagem do trem. Eles precisam parar e então nós podemos vir a mesa e conversar sobre como seguir adiante". Ela afirmou que a posição de Ahmadinejad está isolando seu país. "Nós não temos dúvidas que o povo iraniano quer ser como os outros povos, capazes de serem livres e de terem pluralismo político. Tudo isso é importante", disse. Na quinta-feira, a Agência Internacional de Energia Atômica apresentou, em seu relatório, a informação de que o Irã ignorou o ultimato do Conselho de Segurança para paralisar seu programa nuclear. Diplomatas de cinco países se reunirão em Londres nesta segunda-feira, 26, para discutir quais medidas serão tomadas para aumentar as pressões sobre Teerã. "Os iranianos sabem do fato que instituições financeiras estão deixando o Irã e se recusando a negociar com eles", disse Rice. "Eles sabem que seus campos de petróleo e gás precisam de investimentos e eles provavelmente não conseguirão ir muito longe porque os investidores não correrão o risco de negociar com eles".

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