Condoleezza pede fim de ''''regime brutal''''

A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice (foto), disse ontem que Washington está observando com atenção os protestos em Mianmá e qualificou o governo vigente, que se mantém no poder há 45 anos, de um ''''regime brutal''''. ''''O povo de Mianmá merece mais do que isso. Merece ter o direito de viver em liberdade, como qualquer outro povo'''', afirmou.O que parecia ter começado como uma manifestação pontual - primeiro por causa do preço dos combustíveis (várias pessoas foram presas), depois pelo incidente com os monges -, começa a ganhar proporções maiores, dificultando prognósticos sobre o que poderá acontecer. Analistas comentam que, até agora, o governo tem dado mostras de não saber como proceder diante das passeatas, que começam a ter a participação da população em geral. É histórica até mesmo a hesitação das tropas em entrar em conflito com os monges, dada a importância do budismo na sociedade birmanesa. ''''Se houver repressão dos religiosos, isso pode mobilizar toda a população'''', opina Debbie Stolthard, membro do grupo Altsean Burma, ligado à oposição que vive no exílio.A proximidade do regime do ditador Than Shwe com o governo chinês também é outro aspecto a ser observado. Para Win Min, analista birmanês que vive exilado na Tailândia, as expectativas de Pequim são de que a crise não se transforme num confronto social. ''''A China quer uma saída pacífica e vai fazer pressões para isso. Não interessa um colapso em Mianmá, hoje um importante fornecedor de gás para os chineses.''''

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