Condoleezza visita região atingida por terremoto na China

Rice será a mais alta autoridade americana a inspecionar a destruição provocada pelo terremoto

AE-AP

29 de junho de 2008 | 13h07

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, desembarcou neste domingo, 29,  na China para uma visita de dois dias que incluirá uma viagem até o sudoeste do país, destruído por um terremoto, e discussões sobre os programas nucleares da Coréia do Norte.   Rice será a mais alta autoridade americana a inspecionar a destruição provocada pelo terremoto no dia 12 de maio que devastou uma grande parte da província de Sichuan e matou cerca de 70 mil pessoas, incluindo milhares de crianças que estavam em escolas no momento do desastre.   Condoleezza desembarcou em Dujiangyan, região duramente atingida, onde pais de luto tentaram sem sucesso abrir um processo pedindo compensação, além de explicações e um pedido de desculpas do governo. Mas as autoridades se recusam a fazerem seu papel.   O colapso das escolas se tornou umas das questões mais polêmicas no processo de recuperação do terremoto, que os líderes comunistas locais parecem ansiosos em ocultar. Rice também visitará um campo para pessoas desalojadas no tremor e um projeto de purificação de água.   À noite, ela voará para Pequim, onde irá se encontrar com o ministro de Relações Exteriores chinês, Yang Jiechi.   No encontro, será discutida a decisão tomada pela Coréia do Sul, na sexta-feira, de demolir a torre de refrigeração da principal usina nuclear do país - representando o fim da primeira fase do processo de desnuclearização do país.   Até agora, os Estados Unidos e outros países concordaram em dar aos norte-coreanos o equivalente a um milhão de toneladas de petróleo em troca da desativação de Yongbyon, sua principal usina nuclear, e de um relatório detalhado sobre seu programa atômico.   Na quinta-feira, a Coréia do Norte apresentou um relatório de 60 páginas sobre suas atividades nucleares. A declaração provocou um anúncio do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de que iria tomar medidas para reduzir algumas sanções contra o país.

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