Condomínio de NY só venderá apartamentos para não-fumantes

A diretoria de uma cooperativa habitacional do West Side, em Manhattan, proibiu que qualquer dos apartamentos do prédio seja vendido a fumantes, uma restrição que especialistas do setor imobiliário consideram a primeira desse tipo nos Estados Unidos, informou o jornal The New York Times em sua edição de hoje.Segundo o diário nova-iorquino, o conselho da cooperativa que administra o prédio da Avenida West End, 180, de 452 unidades habitacionais, perto do Lincoln Center, está também exigindo que os novos compradores se comprometam a não deixar ninguém fumar em seus apartamentos.De acordo com o artigo, esta norma não terá aplicação retroativa e os atuais proprietários continuarão tendo o direito de fumar em suas residências. Esta nova regra no edifício de 29 andares não afeta os outros sete condomínios separados do complexo habitacional, situados entre as ruas 66 e 70 e conhecidos como Lincoln Towers.O NYT explica que o conselho de administração do condomínio aprovou por unanimidade a resolução em uma reunião realizada na semana passada, observando que já é proibido fumar nas áreas públicas do edifício e que agora seria proibido também nas unidades para os moradores que nelas entrarem a partir do dia 22 de abril. Qualquer novo proprietário que fumar, violando a regra poderia ser despejado e obrigado a vender o apartamento.De acordo com o Times, o presidente do conselho, Scott Wechsler, advogado do setor imobiliário, afirmou que a cooperativa tem enfrentado problemas com o fumo há vários anos. "Temos alguns acionistas que se queixam de estar sentindo o cheiro do fumo que vem através do sistema de ventilação", disse Wechsler. "Fizemos muitas tentativas para remediar a penetração potencial do fumo entre as unidades. Em parte, o problema é que a gente nunca sabe com certeza qual o apartamento de onde pode estar vindo a fumaça".Embora os conselhos que administram cooperativas habitacionais tenham regulamentado tudo, desde o tamanho dos cães até os níveis de barulho, esta regra é inteiramente inédita, de acordo com especialistas imobiliários consultados pelo jornal, e parece provável que irá provocar um debate legal relacionado com a discriminação e, possivelmente, com a lei constitucional.

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