Conferência destaca papel da educação no combate ao terror

Representantes de países e ONGs pedem aos governos o combate à intolerância cultural e religiosa

Efe,

18 de novembro de 2007 | 12h37

A conferência internacional sobre o terrorismo, organizada pela ONU e pela Organização da Conferência Islâmica, destacou o papel da educação para a luta antiterrorista na declaração divulgada neste domingo, 18, em Túnis, capital da Tunísia. Os representantes de 31 países e mais de 40 ONGs encerraram neste domingo as deliberações com a adoção da Declaração de Túnis, na qual ressaltam a necessidade de não se atribuir a propagação do terrorismo às religiões. A declaração faz um apelo aos governos para combater a intolerância cultural e religiosa, e aponta como um aspecto negativo a existência de preconceitos culturais em programas educativos, embora não mencione concretamente nenhum deles. A conferência foi inaugurada na quinta-feira pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que disse que o objetivo do encontro era aperfeiçoar as recomendações contidas na estratégia contra o terrorismo adotada pela Assembléia Geral da ONU em setembro do ano passado. Os debates foram realizados a portas fechadas, e somente neste domingo foi divulgado o documento final, que afirma que, para imunizar a juventude contra o fanatismo religioso, "é necessária uma forte dose de uma cultura da tolerância". Os participantes também fizeram um apelo a favor da convocação de uma conferência governamental, cuja finalidade seria a adoção de um "código de conduta" na luta contra o terrorismo.

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