Conferência Islâmica pede transição rápida no Iraque

Líderes da maior organização islâmica do mundo concluíram sua primeira reunião de cúpula em três anos com um pedido por uma transição mais rápida de poder no Iraque. Os líderes das Organização da Conferência Islâmica (OCI), de 57 membros, também condenaram o terrorismo "em todas as suas formas" e emitiram uma declaração à parte condenando o ataque aéreo de Israel dentro da Síria no começo do mês, considerando-o uma "flagrante violação" do direito internacional.Os membros da OCI, representando mais de 1,2 bilhão de muçulmanos, vão desde Estados acusados de patrocinar o terrorismo, como o Irã, a Líbia e a Síria, a países modernos e mais seculares, como a Malásia, e aliados militares dos EUA, como Bahrein e Kuwait.Na quinta-feira, o anfitrião Mahathir Mohamad, primeiro-ministro malaio, foi duramente criticado pelos Estados Unidos e Europa depois de dizer, num discurso, que os judeus "controlam o mundo por procuração". Mahathir manteve suas afirmações e acrescentou que os países ocidentais usam de dois pesos e duas medidas para críticas contra os judeus e contra os muçulmanos.Também constou do comunicado final uma condenação às ameaças israelenses contra o líder palestino Yasser Arafat e as incursões do Estado judeu em terras palestinas - inclusive o "muro do apartheid".

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