Conferência para discutir clima começa na África do Sul

O Grupo dos 77 e a China, que têm posições similares nas negociações sobre o clima, afirmaram nesta segunda-feira acreditar que um segundo Protocolo de Kyoto é importante, mas sem dar detalhes de sua visão sobre o tema. A declaração foi dada no dia do início das conversas sobre o clima, em Durban, na África do Sul. Países em desenvolvimento fazem parte do G-77, entre eles o Brasil.

AE, Agência Estado

28 de novembro de 2011 | 10h20

A Conferência do Clima da ONU busca maneiras de reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa. Na semana passada, cientistas informaram que a concentração desses gases atingiu níveis recordes na atmosfera.

"Houve um acordo geral que precisamos construir o atual momento para chegar nesse encontro a um resultado abrangente e equilibrado, com decisões concretas para um segundo compromisso após o Protocolo de Kyoto", afirmaram o G-77 e a China.

O governo da África do Sul afirmou que as conversas em Durban eram "o fim da linha" para se buscar uma solução após o Protocolo de Kyoto, que expira no fim de 2012. A União Europeia já afirmou que apenas assinará um segundo acordo se todos os países pelo menos prometerem negociar outro, mais global e com metas que, caso não sejam cumpridas, gerem punições. Esse acordo, segundo a UE, deve ser fechado até 2015 e implementado em 2020.

O presidente sul-africano, Jacob Zuma, pediu aos delegados presentes que pensem além dos interesses nacionais por uma solução para o clima. "Para a maioria das pessoas nos países em desenvolvimento e na África, a mudança climática é uma questão de vida ou morte", afirmou Zuma ao abrir oficialmente a conferência de duas semanas, com participantes de 191 países e da União Europeia.

Observadores de organizações não governamentais disseram que o resultado da conferência é imprevisível. O principal ponto de discórdia é se os países ricos ampliarão seus compromissos para cortar emissões de gases causadores do efeito estufa. A maioria dos países ricos quer que países como China, Índia e Brasil também aceitem metas de cortes em suas emissões.

Zuma disse que a seca no Sudão é em parte responsável pelas guerras tribais nesse país africano. Segundo ele, a fome e a seca levam as pessoas a deixar suas casas na Somália. As enchentes na África do Sul fizeram muitas pessoas perderem suas casas e seus empregos. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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