Confiança entre os dois países cresceu ao longo do tempo

As relações políticas entre Argentina e Brasil foram marcadas pela desconfiança mútua até 1982, quando, durante a Guerra das Malvinas, a decisão do governo do general João Baptista Figueiredo de manter-se neutro - e não tirar proveito da fraqueza argentina - aumentou a confiança entre os dois países. Os laços foram estreitados ainda mais pelos presidentes Raúl Alfonsín e José Sarney na segunda metade dos anos 80, quando criaram as bases para o Mercosul. Alfonsín e Sarney tornaram-se amigos. Nos anos 90, durante o governo de Carlos Menem, o Mercosul expandiu-se. Mas também surgiram conflitos comerciais e políticos com a proximidade entre Menem e os EUA. Na seqüência, Fernando de la Rúa manteve a mesma linha de Menem, embora mais discreto em seu apreço pelos americanos. Seu sucessor, Eduardo Duhalde, teve de pilotar a Argentina por um ano e meio durante a pior crise da história do país. Ele estabeleceu uma relação pessoal de confiança com o Brasil. Kirchner não teve a mesma química com Lula. No entanto, prevaleceu o pragmatismo peronista - quase sempre, as críticas de Kirchner contra o Brasil eram "jogo de cena" para agradar setores internos da Argentina.

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