Confirmada decapitação de refém americano no Iraque

O grupo Tawhid wal Jihad (Unificação e Guerra Santa), do terrorista jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, decapitou nesta segunda-feira o refém americano Eugene Armstrong, seqüestrado quinta-feira no Iraque com outro americano e um britânico - respectivamente, Jack Hensley e Kenneth Bigley. A imagem de um rebelde mascarado separando a cabeça de Armstrong de seu corpo foi difundida pelo grupo de Al-Zarqawi por meio de um site radical islâmico da internet. O corpo foi recuperado pelas forças americanas. A execução se deu poucas horas depois do fim do prazo dado pelo grupo para que o governo americano pusesse em liberdade "todas as mulheres iraquianas presas em Abu Ghraib e Um Qasr". No discurso, lido por um porta-voz de Al-Zarqawi na mesma gravação da execução, o grupo ameaça decapitar os outros dois reféns se suas exigências não forem atendidas. Eles deram mais 24 horas. O governo americano, no entanto, assegura que não há mulheres detidas nas prisões citadas. Segundo o Pentágono, apenas duas mulheres - acusadas de participar do programa de armas proibidas de Saddam Hussein - estão sob custódia americana, mas elas não estão em Abu Ghraib nem em Um Qasr, no sul do país. Os três reféns trabalhavam para uma empresa de construção e serviços gerais contratada pelos militares americanos. Depois do ultimato, parentes dos funcionários seqüestrados fizeram vários apelos aos rebeldes, alegando que eles estavam no Iraque para ajudar o povo iraquiano. O Tawhid wal Jihad costuma cumprir as ameaças. Em maio, o americano Nicholas Berg foi decapitado. Um mês depois, a vítima foi o sul-coreano Kim Sun-il.

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