Conflito agrário mata 3 no norte da Argentina

Ao menos três pessoas morreram e 49 ficaram feridas ontem em um confronto entre a polícia e manifestantes na Província de Jujuy, no norte da Argentina. A revolta ocorreu porque 700 famílias pobres, que exigiam terras e moradias, foram despejadas do terreno de uma usina de açúcar.

Ariel Palacios, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2011 | 00h00

Os choques foram na cidade de Libertador General San Martín, a 1,7 mil quilômetros de Buenos Aires. A polícia provincial reprimiu os manifestantes com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo.

Um policial e dois manifestantes morreram. Duas crianças, filhos de sem-terra, foram asfixiadas pelos gases e acabaram internadas em um hospital local. Outras 28 pessoas com ferimentos graves também foram hospitalizadas.

Além deles, foram internados 11 policiais baleados pelos manifestantes. Irritados, eles se reagruparam, pouco depois, e realizaram piquetes nas estradas da região, para pressionar as autoridades a ceder as terras e em protesto contra a ação policial.

Em Jujuy, a organização piqueteira "Corrente Classista e Combativa" (CCC), que respalda os manifestantes, denunciou a "violenta repressão policial". Em Buenos Aires, também houve protestos contra a operação.

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