Conflito com mineradores deixa 2 policiais feridos em La Paz

O governo boliviano e os mineradores chegaram nesta-quarta a um acordo sobre a nova política tributária para o setor, segundo a agência de notícias ANSA. Desde terça-feira, cooperativistas ocupavam o centro de La Paz em protesto contra o novo imposto.De acordo com a ANSA, o presidente da Federação de Cooperativas Mineiras (Fencomin), Andrés Villca, confirmou o acordo depois de assinar um documento na presença do presidente Evo Morales e pediu a seus companheiros mineradores que voltem a seus laresDois policiais bolivianos ficaram feridos nos confrontos dessa quarta-feira com mineiros de cooperativas que, pelo segundo dia consecutivo, protestaram e detonaram dinamites nas ruas de La Paz.Os mineiros teriam agredido a golpes os dois policias, feito outros quatro agentes como reféns por alguns minutos e ainda retido duas motocicletas dos guardas, segundo o ministro de Governo da Bolívia, Alfredo Rada. "Um grupo de mineiros radicais, entre eles alguns em estado inconveniente (bêbados), tentaram agredir à polícia", afirmou Rada.Para o ministro, as provocações buscam "fazer fracassar o diálogo" começado nesta quarta-feira entre o presidente Evo Morales e os dirigentes da poderosa Fecomin, nos escritórios da vice-presidência. Milhares de mineiros mantiveram tomadas as ruas do centro de La Paz, na praça San Francisco, bloquearam a passagem de veículos e a sede do governo e assustaram a população, detonando dinamites. Eles estão mobilizados desde terça-feira para exigir a anulação de um projeto de lei que prevê aumentar entre 60% e 70% o Imposto Complementar da Mineração (ICM). Morales propôs congelar a aplicação do aumento no caso das cooperativas, que têm cerca de 50 mil afiliados. Segundo o governo, dos mais de US$ 1 bilhão ganhos pela Bolívia pela exportação de mineração em 2006, o Estado só recebeu US$ 45 milhões e espera aumentar a cifra pra US$ 80 milhões.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.