Conflito deixa 900 mil desabrigados em áreas de fronteira no Sudão

Mais de 900 mil pessoas já ficaram desabrigadas ou foram afetadas de alguma outra forma grave por causa dos combates em dois Estados do Sudão, disse a ONU nesta sexta-feira, ampliando fortemente a estimativa e pedindo ao governo e aos rebeldes que permitam o oferecimento de ajuda na região.

Reuters

19 de outubro de 2012 | 18h58

Os combates entre o Exército sudanês e o grupo rebelde Movimento de Libertação do Povo do Sudão-Norte (MLPS-N) começaram em junho de 2011 no Estado de Kordofan do Sul, que faz fronteira com o recém-independente Sudão do Sul.

Em setembro do ano passado, o confronto se espalhou para o vizinho Estado do Nilo Azul, também na fronteira com o mais novo país africano.

O Sudão acusa o Sudão do Sul de patrocinar o MLPS-N, acusação que diplomatas acham crível, apesar das negativas do governo sul-sudanês.

O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU estima que 908 mil pessoas tenham sido afetadas de forma significativa pelo conflito. A estimativa anterior era de 655 mil.

"Nas áreas do MLPS-N, nenhum funcionário humanitário foi capaz de entrar a partir do Sudão, e nenhuma ajuda alimentar tem sido entregue, apesar das intensas negociações em curso há mais de 16 meses", afirmou a ONU.

(Reportagem de Ulf Laessing)

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