Conflito em campo de refugiados no Líbano mata 6 soldados

Ofensiva do Exército já dura quase 24 horas; 60 civis ainda permanecem no local

Efe

12 Julho 2007 | 17h48

Seis soldados libaneses morreram nesta quinta-feira, 12, nos confrontos com o grupo radical sunita Fatah al-Islam no campo de refugiados palestinos de Naher al-Bared, no norte do Líbano, segundo informa o canal de televisão LBC.Segundo a cadeia, os combates, que além disso deixaram um civil morto e 33 feridos, alguns deles em estado grave, continuavam após o cair da noite. Pouco antes, fontes militares tinham informado da morte de quatro soldados, dois deles por disparos de franco-atiradores e os outros em batalha.A ofensiva foi lançada no final da tarde da última quarta, depois que dois soldados libaneses foram mortos por atiradores em uma emboscada na periferia do campo. Antes da ação, cerca de 160 civis palestinos foram retirados do campo de refugiados.Nestes momentos, "só estão no campo 45 crianças e 21 mulheres, que até agora não puderam ser removidas", disse a delegada do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Virginia de la Guardia.Fontes palestinas afirmaram que um grupo de combatentes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) saiu esta manhã de Nahr al-Bared, deixando "o campo livre para uma ação do Exército que controle a situação".Os combates, com armamento pesados e leve, se concentram agora em várias áreas de Naher al-Bared, de onde sai uma densa fumaça negra, como pode ser visto pelas imagens exibidas pelas emissoras de televisão libanesas.Tropas de elite e batalhões motorizados do Exército, que na quarta-feira recebeu reforços, se posicionaram nesta quinta em torno do campo, quase totalmente destruído, informou a imprensa local. Os bombardeios podem ser o início da invasão final, embora os militares digam que ainda "não foi tomada nenhuma decisão", apesar de, cada vez mais, o cerco aos militantes estar mais estreito.´União´A violência é o pior conflito interno desde o fim da guerra civil no país, em 1990. Praticamente todos os moradores do campo, que chegou a ter 30 mil habitantes, fugiram.O presidente do Líbano, Émile Lahoud, pediu aos libaneses que permaneçam unidos e "apóiem o Exército em sua luta contra o terrorismo, que quer desestabilizar o país". "Os fatos demonstram que há dois anos Líbano é alvo de ataques de grupos fundamentalistas e extremistas que fizeram do terror suaprincipal tarefa", acrescentou o presidente.Para Lahoud, os grupos encontraram no Líbano "locais seguros" que permitiram sua sobrevivência.

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