Conflito entre governo e empresas agrava-se na Venezuela

As ameaças de intervenção em algumas fábricas de alimentos, feitas pelo presidente Hugo Chávez, esvaziaram um possível acordo entre o governo e o setor privado para tentar superar a difícil situação econômica do país.O presidente da Câmara Venezuelana da Indústria de Alimentos (Cavidea), Rafael Alfonzo, manifestou sua preocupação com as advertências de Chávez e afirmou que este tipo de comentário "vai trazer menos investimento, mais intranqüilidade e mais dificuldade para restabelecer o nível de produção".Alfonzo afirmou também que a possível tomada militar de fábricas processadoras de milho que vierem a fechar em conseqüência do controle de preços anunciado pelo governo, seria uma ação "inconstitucional" que violaria a liberdade das empresas.O governo ordenou no mês passado uma intervenção militar em dois depósitos da engarrafadora da Coca-Cola e na fabricante de cerveja Polar, por aderirem à greve geral promovida pela oposição para pressionar a renúncia de Chávez.Apesar da suspensão da greve, Chávez mantém uma forte disputa com o setor privado, a quem acusa de promover, junto aos meios de comunicação, um plano para derrubar o seu governo.A greve da oposição, que ocorreu entre dezembro e janeiro, deixou graves seqüelas na economia e obrigou o governo a anunciar os controles do câmbio e dos preços, para evitar uma fuga de capital e a aceleração da inflação.

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