Conflito entre Hamas e Fatah deixa três feridos em Gaza

Três palestinos ficaram feridos e outros cinco foram seqüestrados, tendo sido libertados horas depois, vítimas dos ataques entre as facções rivais palestinas do Hamas e do Fatah na madrugada de terça-feira, na Faixa de Gaza.Fontes da segurança palestina informaram que três militantes do Hamas ficaram feridos nas últimas horas na localidade de Beit Lahia, após a explosão de um foguete disparado contra um veículo.Militantes do Hamas acusaram o Fatah do ataque, mas nenhum porta-voz do grupo armado do movimento nacionalista reivindicou o atentado.Homens do Fatah estão por trás do seqüestro, na segunda-feira à noite, de cinco militantes islâmicos na mesma localidade da Faixa de Gaza.Os cinco seqüestrados foram libertados poucas horas depois, segundo um comunicado da Frente Democrática para a Libertação da Palestina, que atuou como mediador entre os dois grupos.A violência entre os dois grandes movimentos políticos se agravou no último mês devido a um anúncio do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, de que convocará eleições antecipadas se o Hamas não aceitar a formação de um governo de união nacional.Abbas espera, com a formação de um novo governo, superar a crise econômica que atinge a Cisjordânia e Gaza desde março de 2006.Os confrontos se intensificaram na quinta-feira, devido à morte de um coronel vinculado às forças do Fatah e à assinatura de um decreto por Abbas no qual desintegra a chamada Força Auxiliar de Segurança, criada pelo Governo do Hamas.Este corpo de segurança recebe ordens do ministro do Interior, Salam Sayad, ao contrário dos outras forças oficiais da ANP, dependentes do presidente. EFE Abbas substitui oficiais de segurançaO presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, destituiu hoje 158 oficiais dos organismos de segurança, em uma tentativa de resolver uma série de problemas internos. Fontes do gabinete do presidente palestino confirmaram que Abbas assinou esta manhã um decreto pelo qual destituiu 158 oficiais de alta e média graduação com caráter imediato.A decisão está relacionada em alguns casos à corrupção interna e, em outros, à necessidade de estabilizar a situação nos organismos de segurança, segundo as fontes.

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