Conflito étnico agrava-se na Nigéria

Testemunhas disseram que tropas do Exército da Nigéria lançaram ataques contra quatro aldeias no Delta do Rio Níger, numa região produtora de petróleo. Os ataques teriam sido lançados contra as aldeias de Oburu-Gbene, Pepe-Ama, Teiteipo e Feitorubo.Essas aldeias são suspeitas de abrigar militantes envolvidos nos combates que deixaram mais de cem mortos no começo da semana.O porta-voz do Exército, coronel Chukwuemeka Onwuamaegbu, negou qualquer responsabilidade pelos ataques, que atribuiu às tribos rivais, envolvidas nos combates do começo da semana, os ijos e os itsekiris.Segundo o coronel, o Exército providenciou o envio tropas para a região para proteger as instalações de exploração de petróleo.John Pebemimigo, morador da região, disse que 18 pessoas morreram no ataque a Pepe-Ama.Nos últimos dias, militantes da tribo ijo capturaram 11 estações de bombeamento dos oleodutos que passam pela região. Eles ameaçam explodir as estações, a não ser que o presidente nigeriano, Olusegun Obasanjo, recue numa recente remarcação das divisas das regiões administrativas daquela área, que supostamente beneficia os rivais itsekiris."Para cada aldeia atacada, nós vamos explodir uma estação de bombeamento", disse Dan Ekpebide, um militante da tribo ijo. Por causa dos conflitos, a produção nigeriana de petróleo foi reduzida em 800 mil barris por dia (40% da produção diária habitual). A ChevronTexaco suspendeu suas operações e a Shell e a TotalFinaElf reduziram a produção.

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