Conflito étnico deixa pelo menos 40 mortos no Quênia

Segudno a polícia, grupo de homens da comunidade Pokomo invadiu a aldeia vizinha, de integrantes da etnia Orma

O Estado de S. Paulo,

21 de dezembro de 2012 | 11h25

NAIROBI, QUÊNIA - Cerca de 40 pessoas, muitas delas crianças, foram mortas e centenas ficaram seriamente feridas em uma nova onda de ataques em um longo histórico de conflitos étnicos no Quênia.

De acordo com a polícia local, um grupo de homens armados da comunidade Pokomo invadiu a aldeia vizinha, de integrantes da etnia Orma - localizadas no delta do rio Tana. Mataram quem foram encontrando pela frente e atearam fogo em pelo menos 45 casas. A ofensiva ocorreu na madrugada desta sexta-feira, 21.

"Até agora, 39 pessoas foram encontradas mortas, incluindo 13 crianças e 6 mulheres", informou Robert Kitur, o vice-chefe de polícia da região. Pelo menos 9 dos invasores também foram assassinados.

A maioria dos corpos tinham marcar de tiros, mas muitos foram torturados até a morte. A Cruz Vermelha queniana, que tinha uma equipe na região, fala em pelo menos 30 mortos.

Mais de 100 pessoas foram assassinadas na mesma região nos últimos meses no conflito entre os integrantes das etnias Pokomo e Orma, em um círculo vicioso de violência e revanche. Como muitos dos conflitos africanos, este também teve início com uma disputa por um pedaço de terra na fronteira entre as duas comunidades.

Os quenianos ainda vivem assombrados pela memória do caos pós-eleitoral em 2007, que destruiu o país e deixou mais de 1.000 mortos e centenas de milhares de desabrigados. Novas eleições gerais estão marcadas para março.

 

Com informações da AP e do NYT

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