Conflito na Líbia deve acabar sem mais mortes, pede ONU

Ban Ki-moon anuncia reunião entre blocos regionais para discutir situação no país africano

Reuters e Associated Press

22 de agosto de 2011 | 13h26

NOVA YORK - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu nesta segunda-feira, 22, que as forças leais ao ditador líbio, Muamar Kadafi, parem imediatamente de lutar contra os rebeldes e permitam que haja uma transição pacífica para um regime democrático.

 

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O chefe da ONU disse que a entidade está preocupada no momento com o fim do conflito na Líbia, que deve ocorrer "sem mais perdas de vida e sem retaliações". O secretário ainda elogiou a postura de Mustafa Abdel-Jalil, chefe dos rebeldes, que ordenou "extremo cuidado" no que diz respeito à proteção de civis e à manutenção da ordem no país.

 

Ban, porém, afirmou que a ONU não conseguiu entrar em contato com Kadafi nos últimos dias e, portanto, não teve oportunidade de negociar. "Tentamos falar com ele, e eu mesmo tentei pessoalmente, mas como era esperado e compreensível, não foi possível", disse ele, acrescentando que o paradeiro do ditador líbio é desconhecido.

 

Em suas primeiras declarações desde que os rebeldes invadiram Trípoli no que parece ser a última investida contra o regime de Kadafi, que já dura 42 anos, o chefe da ONU anunciou que o órgão dará "toda a assistência possível" ao povo líbio e confirmou a realização de uma reunião com blocos regionais - incluindo União Africana, Liga Árabe e União Europeia - sobre a situação na Líbia ainda nesta semana.

 

Ban ainda acrescentou que todos os Estados membros da ONU devem seguir as decisões do Tribunal Penal Internacional de Haia, que emitiu mandados de prisão contra Kadafi, seu filho Saif al-Islam e seu chefe de inteligência. Os rebeldes, que disseram ter capturado Saif e outros dois filhos do ditador, porém, querem julgar a família do coronel em território líbio.

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