Conflito na Líbia já custou US$ 550 milhões aos EUA

Grupos não governamentais calculam que gastos podem ultrapassar a casa dos bilhões

Agência Estado

29 de março de 2011 | 14h18

WASHINGTON - A intervenção militar internacional na Líbia já custou ao governo dos EUA cerca de US$ 550 milhões, sendo a maior parte vinda do gasto de munições como os mísseis Tomahawk, informou nesta terça-feira, 29, o Pentágono.

 

Veja também: 
especialTwitter: 
Acompanhe os relatos de Lourival Sant'anna

especialLinha do Tempo: 40 anos de ditadura na Líbia
blog Arquivo: Kadafi nas páginas do Estado
especialInfográfico:  A revolta que abalou o Oriente Médio

especialEspecial: Os quatro atos da crise na Líbia
especialCharge: O pensamento vivo de Kadafi

 

Os custos continuarão a aumentar, ainda que em escala menor, conforme os EUA assumam uma postura de apoio às operações. "Os custos futuros são bastante incertos", disse a comandante Kathleen Kesler, uma porta-voz do Pentágono. Segundo ela, nas próximas semanas os EUA ficarão apoiando as operações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) contra as forças do ditador Muamar Kadafi. Devem ser gastos nessa operação mais US$ 40 milhões, provavelmente.

 

 

Os números são os primeiros divulgados pelo governo americano sobre os custos da ação na Líbia. Os dados podem reduzir o temor do Congresso sobre se o conflito irá prejudicar os esforços para controlar o orçamento federal. Grupos não governamentais estimaram que o custo do envolvimento dos EUA na Líbia poderia passar de US$ 1 bilhão. O levantamento do governo não inclui o custo do avião F-15 Strike Eagle que caiu em território líbio na semana passada.

 

 

O governo do presidente Barack Obama insiste que a intervenção americana na Líbia será limitada e não exigirá fundos adicionais do Congresso. Em vez disso, a administração usou fundos para gastos em contingências para esse tipo de operações inesperadas. Não está claro quanto ainda resta desse fundo para contingências. Na segunda, Obama fez um discurso para justificar a ação na Líbia, mas não falou sobre custos. Com a Otan na liderança, notou o presidente, "o risco e o custo dessa operação - para nossos militares e os contribuintes americanos - será reduzido significativamente".

 

Desde que a coalizão internacional iniciou a incursão na Líbia para assegurar o cumprimento de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, no último dia 19, os rebeldes conseguiram retomar parte do país. Eles haviam encurralado Kadafi no início da revolução, mas as tropas do ditador, mais bem treinadas e equipadas, repeliram a investida.

 

Atualmente, o leste do país permanece sob controle rebelde. Na região fica Benghazi, o principal reduto dos insurgentes, onde eles instituíram um órgão de governo provisório. Kadafi, por sua vez, controla o oeste, onde está a capital, Trípoli. Cidades como Misrata, na região oeste, ainda são disputadas pelos dois lados.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.