Evan Vucci/AP
Evan Vucci/AP

Conflito na Ucrânia já fez mais de 6 mil mortos

Kerry se reúne com Lavrov hoje em Genebra e vai pressionar por investigação sobre morte de opositor

Jamil Chade, Genebra

02 Março 2015 | 06h57

 O conflito na Ucrânia já fez mais de 6 mil mortos e promoveu uma "devastação sem pena" na região. O alerta foi publicado nesta manhã pela ONU, horas antes de um encontro e o secretário de Estado norte-american, John Kerry, e o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, em Genebra. No centro do debate estará a situação na Ucrânia e o frágil cessar-fogo.

Segundo o novo informe sobre os crimes contra os direitos humanos cometidos na Ucrânia, a ONU alerta para a deterioração da crise e a constatação de que violações foram cometidas por ambos os lados no conflito, inclusive pelo exército ucraniano.

Desde abril de 2014, o conflito no Leste da Ucrânia criou uma nova tensão entre Moscou e o Ocidente. Para a ONU, porém, é a população local que mais sofre. "Mais de 6 mil vidas foram perdidas em menos de um ano", alertou Zeid Al Hussein, comissário de Direitos Humanos da ONU. Ele apelou para que o acordo de cessar-fogo, fechado há duas semanas, seja respeitado.

No total, mais de 14,5 mil pessoas ainda foram feridas no conflito desde abril e centenas foram torturados. O documento também aponta para o fato de que mais de 1,2 milhão de pessoas foram obrigados a deixar suas casas.

Crime - A situação da Ucrânia, porém, não será o único tema na agenda entre Kerry e Lavrov. O americano deve pressionar o russo para que haja uma investigação sobre a morte do líder da oposição russa, Boris Nemtsov, morto no fim de semana em Moscou. Kerry vai pedir não apenas respostas sobre quem teria feito os disparos. mas também quem planejou e financiou o ato. 

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