Conflito no Oriente Médio mata 12 jornalistas em 4 anos

O conflito entre israelenses e palestinos provocou a morte de 12 jornalistas e deixou dezenas de profissionais da área feridos ao longo dos últimos quatro anos, informa um grupo de defesa da liberdade de imprensa. O Instituto Internacional de Imprensa, com sede em Viena, anunciou em um relatório divulgado hoje que ocorreram 562 violações do exercício da profissão desde o início da atual onda de violência na região, em 28 de setembro de 2000. De acordo com o grupo, 497 abusos foram perpetrados por Israel, 52 pelos palestinos e os autores de 13 casos são desconhecidos. A maior parte dos feridos é composta por palestinos, prossegue o documento. Dez dos 12 jornalistas mortos eram palestinos, um era italiano e outro era britânico, especifica o relatório. O grupo atribuiu nove das 12 mortes a Israel. Dois jornalistas teriam sido assassinados por paramilitares palestinos. O responsável pela morte de um profissional da imprensa permanece indeterminado. "Em quase todos os casos, os responsáveis pelos crimes continuam impunes. Nenhum assassino de jornalista foi punido até o momento. Isso encoraja um clima de impunidade no qual soldados israelenses, oficiais de polícia, colonos judeus, policiais e militantes palestinos sentem-se com autoridade implícita, e talvez explícita, para cometer violações contra a liberdade de imprensa", denunciou o grupo.

Agencia Estado,

19 Outubro 2004 | 19h02

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