Conflitos continuam na capital e nordeste da Síria

Conflitos continuam nos arredores de Damasco e no nordeste da Síria nesta terça-feira, com a Liga Árabe pressionando mais grupos a se unirem ao novo bloco de oposição formado no último domingo. A Coalizão Nacional Síria das Forças de Oposição e da Revolução (CNFROS) já obteve o reconhecimento dos seis países do Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico (Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e os Emirados Árabes), que se referiram ao grupo como "representantes legítimos do povo sírio". A Liga Árabe também apoiou o bloco e chamou o restante da oposição a se juntar a ele.

AE, Agência Estado

13 de novembro de 2012 | 10h52

O acordo de coalizão realizado em Doha, no Catar, visa criar um conselho militar da oposição para comandar a luta dos rebeldes contra o regime do presidente Bashar Assad. O líder nomeado pelo bloco, o clérigo moderado Ahmed Muaz al Khatib, afirmou que a CNFROS já recebeu promessas de abastecimento de armas, sem especificar a origem.

A França e o governo dos Estados Unidos também expressaram apoio à nova aliança opositora. "Estamos ansiosos para ajudar a coalizão no caminho para dar um fim à tirania sangrenta de Assad e o começo de um futuro pacífico, justo e democrático que a população síria merece", disse o Departamento de Estado dos EUA. Tradicionalmente aliada à Damasco, a Rússia respondeu friamente à aliança, pedindo à oposição que aceite negociar com o regime de Assad.

Os rebeldes têm lutado nos últimos meses para estabelecer uma zona de bloqueio na fronteira com a Turquia. Os conflitos no noroeste da Síria têm provocado uma nova onda de civis atravessando a fronteira para a Turquia, juntando-se aos 9 mil refugiados que já fugiram para o país na semana passada. A violência nas fronteiras da Síria com Iraque, Jordânia, Líbano e Turquia, assim como nas Colinas de Golã ocupadas por Israel, provocam medo de que os conflitos, iniciados há 20 meses, se espalhem.

Também hoje, aviões de guerra do governo sírio lançaram bombas na estratégica cidade de Ras al-Ain, na fronteira do nordeste do país, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. As informações são da Dow Jones.

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