Conflitos em campo de refugiados na Cisjordânia se intensificam

Tropas israelenses mataram cinco palestinos, incluindo três rebeldes, e feriram gravemente um sexto homem durante um esquema de prisões em massa no campo de refugiados de Balata nesta quinta-feira.Os três rebeldes faziam parte da Brigada de Mártires de Al-Aqsa, um braço violento do grupo Fatah, partido do líder palestino Mahmoud Abbas.Desde que a operação em Balata começou na última segunda-feira, oito palestinos foram mortos pelo exército israelense, incluindo as mortes desta quinta-feira. Mais de 50 palestinos foram feridos por tiros de balas de borracha e munição real, disseram autoridades dos hospitais palestinos.Nesta quinta-feira, dezenas de jipes patrulharam Balata e isolaram o campo de refugiados da cidade vizinha de Nablus. Balata é a base das Brigadas de Al-Aqsa e esconderijo de traficantes de armas.Quando um dos jipes israelenses quebrou nas cercanias de Balata, na manhã desta quinta-feira, vários adolescentes atiraram pedras contra o veículo, disseram testemunhas. Os soldados abriram fogo contra o grupo, matando um jovem de 19 anos. O exército israelense disse que os soldados atiraram no rapaz pois ele segurava um coquetel molotov.Em uma outra área, palestinos jogaram pedras contra um outro jipe militar israelense e os soldados dispararam de volta, acertando um homem na mandíbula, disseram testemunhas.Um outro homem de 22 anos foi baleado e morto em Balata pelas tropas israelenses. O exército disse que ele foi baleado por estar armado.Mais tarde soldados encontraram uma casa onde rebeldes se escondiam. Após um tiroteio, o exército informou que três rebeldes foram baleados e dois soldados ficaram feridos. Mais tarde, a Al-Aqsa confirmou que três de seus membros, incluindo o fugitivo Mohammed Shtawi, foram mortos.Enquanto isso, uma casa dentro de Balata foi alvo de explosão. Testemunhas disseram que a explosão ocorreu logo que um grupo de médicos e jornalistas chegaram ao campo, mesmo sendo avisados do perigo pelo exército. Segundo o médico Khaled Sragic, quando um soldado ouviu a explosão, ele começou a atirar na direção dos médicos e jornalistas, ferindo três pessoas. O exército disse não saber sobre tal incidente.

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