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Conflitos em Darfur e Somália preocupam a Cruz Vermelha

Os conflitos em Darfur (Sudão), na Somália, no norte de Uganda, no Iraque e suas conseqüências sobre aspopulações civis estão entre as maiores preocupações do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), disse nesta quinta-feira o presidente da organização, Jakob Kellenberger.Durante a apresentação do relatório anual da instituição sobre 2005, Kellenberger disse que a situação no leste da República Democrática do Congo (RDC) e nos territórios palestinos ocupados também são motivo de preocupação, e destacou que o CICV pretende aumentar suas atividades no Oriente Médio em breve.O presidente do CICV disse que sua organização mantém uma de suas operações mais importantes no Iraque, com ênfase especial nas visitas de caráter humanitário a aproximadamente 12 mil detidos em várias prisões do país.O relatório anual do CICV destaca que os civis são as principais vítimas da violência armada, uma situação que os leva a sofrer deslocamentos, abusos sexuais, trabalhos e recrutamento forçados, além de causar a morte de vários deles.Esta situação dramática se agrava com a ausência de serviços básicos, como saúde, água e educação nos países em conflito.A intensidade do sofrimento se traduz nos números do relatório do CICV, que no ano passado forneceu alimentos para 1 milhão de pessoas e tendas de campanha e cobertores para três milhões.Além disso, a organização prestou ajuda a 11 milhões de pessoas com abastecimento de água, saneamento e várias obras de construção, enquanto 2,3 milhões foram atendidos nos centros de saúde apoiados pela instituição.Em outro âmbito da atividade humanitária, os delegados do CICV visitaram mais de 500 mil detidos em 2.600 prisões de 76 países, em colaboração com as representações nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.Além disso, permitiu a troca de quase um milhão de mensagens entre familiares separados por conflitos e outros tipos de crise.Entre os centros de detenção aos quais o CICV tem acesso, está a base naval de Guantánamo, em Cuba, onde foram constatadas melhorias segundo recomendações desta organização humanitária, "embora ainda haja diferenças de opinião no que diz respeito ao marco legal aplicado aos detidos".Kellenberger disse que, em Guantánamo, os representantes de sua instituição têm acesso a todos os 480 prisioneiros, número da organização.Segundo o relatório anual, as cinco operações mais importantes do CICV em 2005 foram as que mantém - em ordem decrescente - no Sudão, no Paquistão, no Afeganistão, nos territórios palestinos ocupados e Israel, e na Indonésia.Os principais doadores da organização em 2005 foram os Estados Unidos, com uma contribuição de 135 milhões de euros, seguido pelo Reino Unido (64 milhões), Suíça (59 milhões), Comissão Européia (57 milhões) e Holanda (41 milhões).

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