Conflitos em Israel podem durar anos, diz estudo

Os confrontos entre israelenses e palestinos podem persistir por vários anos e possivelmente degenerar para uma guerra regional, segundo uma previsão para os próximos cinco anos feita pela Forças Armadas de Israel, publicou hoje um jornal israelense. Os estrategistas militares, citados pelo diário Haaretz, também acreditam que Israel pode, na melhor hipótese, negociar um cessar-fogo com o líder palestino Yasser Arafat, mas que mesmo isso é improvável. Arafat acredita que o tempo está do lado dos palestinos, teriam dito os estrategistas.Perguntado sobre o estudo, o ministro da Defesa israelense, Binyamin Ben-Eliezer, disse que era uma "bobagem", mas então admitiu que o conflito com os palestinos "é um problema que não parece ter solução num futuro próximo". Ben-Eliezer afirmou à Rádio de Israel que o governo israelense está fazendo todos os esforços para colocar fim aos confrontos, que já entraram no 11º mês. Mais de 700 pessoas já foram mortas desde setembro, 75% delas palestinos.O Haaretz escreveu que a previsão para os cinco anos faz parte de uma análise estratégica anual dos militares e ainda está sendo finalizada. O jornal publicou que os estrategistas acreditam que o confronto israelense-palestino pode perdurar até 2006. Um grande incidente, como um ataque terrorista em larga escala, ou no front palestino ou ao longo da tensa fronteira de Israel com o Líbano, pode deflagar uma guerra regional, segundo o estudo.Ben-Eliezer disse que não acredita na possibilidade de uma guerra regional. Perguntado sobre a conclusão dos estrategistas militares, ele respondeu: "É nossa obrigação nos prepararmos para uma longa batalha". Enquanto isso, tropas israelenses mantiveram posições hoje nos arredores de Beit Jalla, cidade controlada pelos palestinos na Cisjordânia.Nas proximidades de Jerusalém, um caminhoneiro israelense foi ferido por atiradores palestinos na noite de quarta-feira, e nas proximidades da cidade de Dura, Cisjordânia, cinco palestinos ficaram levemente feridos em tiroteios contra tropas de Israel.Nas Nações Unidas, países islâmicos pediram a convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança para colocar fim à tomada, por parte de Israel, de instituições-chave palestinas e para decidir pelo envio de observadores internacionais para a região. Mas os Estados Unidos, que já bloquearam duas tentativas anteriores de conseguir que o conselho enviasse observadores para proteger os palestinos, indicaram que se oporão à terceira tentativa - devido às objeções do Estado judeu.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.