Youssef Boudla/Reuters
Youssef Boudla/Reuters

Conflitos entre milícias na Líbia atrapalham transição

Combates deixaram pelo menos quatro pessoas mortas desde o fim da semana passada

Agência Estado

13 de novembro de 2011 | 15h48

TRÍPOLI - Milícias rivais entraram em conflito pelo quarto dia consecutivo os arredores de Trípoli, na Líbia. Trata-se da maior onda de violência constante desde a captura e a morte do antigo líder e ditador do país, Muamar Kadafi, no mês passado. Os combates deixaram pelo menos quatro pessoas mortas desde o fim da semana passada e despertaram novas preocupações com a habilidade do governo de transição da Líbia para desarmar milhares de combatentes e restaurar a ordem depois de uma sangrenta guerra civil de oito meses.

O líder interino da Líbia, Mustafa Abdul-Jalil, declarou que o Conselho Nacional Transicional reuniu, durante o fim de semana, veteranos das áreas rivais - a cidade costeira de Zawiya e a cidade vizinha Warshefana - e a disputa teria sido resolvida. "Quero garantir ao povo líbio que tudo está sob controle", afirmou. No entanto, enquanto ele falava, as lutas continuavam.

Na tarde deste domingo, jornalistas ouviram tiroteios e explosões de granadas nos arredores do principal campo militar do regime deposto. O campo, que foi base das forças de elite comandadas por um dos filhos de Kadafi, Khamis, está localizada numa estrada entre a capital Trípoli e Zawiya, a uma distância de 50 km.

O comandante local dos combatentes de Trípoli, Mohammed al-Hadwash, disse que homens armados de Zawiya e Warshefana disputam o controle do campo. Os combatentes de Zawiya bloquearam estradas nos arredores da cidade. Grupos de homens armados agitados gritavam no entorno dos pontos de inspeção, onde vasculhavam porta-malas de carros e checavam identidades.

A razão inicial para o conflito permanece incerta, embora haja rumores sobre relações de algumas pessoas de Warshefana com o antigo regime. Abdul-Jalil disse que o Conselho estabeleceu um comitê para avaliar as queixas de ambos os lados. Ele afirmou que as lutas foram iniciadas por jovens irresponsáveis, mas não deu mais detalhes.

 

As informações são da Associated Press.

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