Conflitos entre milícias no paquistão deixam 52 mortos

Pelo menos 52 pessoas, entre elas 45 uzbeques supostamente vinculados à Al-Qaeda, morreram nas últimas 24 horas em confrontos com tribos locais na região do Waziristão do Sul, na fronteira entre Paquistão e Afeganistão, informou nesta sexta-feira, 30, uma fonte militar.Os confrontos foram retomados na quinta-feira à noite, quando foi quebrado o cessar-fogo vigente há uma semana entre os uzbeques vinculados à rede terrorista Al-Qaeda e as tribos pró-Taleban da região.Os últimos choques deixaram 35 mortos entre os seguidores da Al-Qaeda e provocaram dez baixas entre os membros das tribos, informou uma fonte do Exército em Wana, a capital do Waziristão do Sul.O conflito entre as duas facções explodiu em 19 de março, quando um comandante taleban da região, com o respaldo do Governo paquistanês, ordenou a militantes uzbeques e chechenos instalados no Waziristão do Sul que se desarmassem e deixassem a região.Os militantes, liderados por Tahir Yuldashev (líder do grupo armado Movimento Islâmico do Turquestão e vinculado à Al Qaeda), se negaram a sair, o que deu início a uma violenta batalha na qual foram usados de morteiros a lança-granadas. Pelo menos 150 morreram em apenas quatro dias.Yuldashev, que está isolado por causa dos combates, é conhecido por defender a luta contra o Exército do Paquistão, já que considera este país um aliado dos Estados Unidos.As tribos pró-taleban receberam o apoio do Governo para expulsar os militantes uzbeques da região, uma aliança que levou a estes confrontos.Os seguidores da Al-Qaeda e os simpatizantes dos taleban na região diferem, entre outras coisas, sobre a estratégia a seguir em sua luta contra as forças da Otan e os Estados Unidos no Afeganistão, já que os primeiros defendem uma luta global e consideram que também é preciso combater o Paquistão. O ministro do Interior Aftab Khan Sherpao disse que 45 uzbeques e outros sete guerreiros tribais estão entre os mortos. Sherpao afirmou que estas últimas mortes fazem subir para 213 o número de baixas desde o início dos conflitos na região. Destes, 177 são uzbeques ligados à rede Al-Qaeda.

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