Conflitos entre sunitas e xiitas matam dezenas no Paquistão

Muçulmanos sunitas e xiitas enfrentaram-se em um tiroteio nesta quinta-feira, 12, no noroeste do Paquistão, região onde uma semana de violência sectária deixou 49 pessoas morreram e 115 feridas, disse um funcionário do governo local. O número de baixas pode chegar a 53, segundo a agência Efe.Entretanto, outras fontes apontam para um número ainda maior de vítimas da onda de violência sectária. Um parlamentar local disse à Associated Press que quase cem pessoas morreram ao longo da última semana. Segundo ele, os choques sectários dos últimos dias seriam os piores da história recente da região. A Efe também informa que a Polícia local disse que o número é cada vez maior e pode chegar a 60.Não foi possível checar a precisão das informações fornecidas pelas fontes. A insegurança no remoto noroeste do Paquistão, na fronteira com o Afeganistão, torna perigosa a viagem de jornalistas à região. A violência começou na semana passada, quando agressores desconhecidos abriram fogo contra xiitas perto de uma mesquita em Parachinar.A violência sectária persistia nesta quinta-feira em várias localidades próximas a Parachinar, informou Arbab Mohammed Arif Khan, secretário de justiça das regiões tribais do Paquistão.De acordo com ele, até agora, 49 pessoas morreram e 115 ficaram feridas. O governo paquistanês está enviando soldados à região, prosseguiu Khan. Também foram convocados 40 anciões tribais para negociar uma trégua entre as partes. Segundo uma fonte policial, o toque de recolher imposto pelo Exército em Paranachar entrou no sétimo dia, embora a medida não tenha evitado os confrontos na maior parte de Kurram, área onde o governo central tem um poder relativo.Mortes no WaziristãoEnquanto isso, milicianos tribais mataram cerca de 300 guerrilheiros estrangeiros durante uma ofensiva em Waziristão do Sul, também no noroeste do país, disse nesta quinta-feira em Islamabad o presidente do Paquistão, general Pervez Musharraf.A violência em Waziristão do Sul começou no mês passado, quando milicianos tribais começaram a atacar guerrilheiros estrangeiros, especialmente usbeques. O governo alega que o apoio militar oferecido aos milicianos tribais é uma prova do compromisso de Islamabad com a "guerra ao terror".O número fornecido por Musharraf é bastante superior às cifras oferecidas por outras fontes oficiais. Falava-se anteriormente na morte de 150 a 230 guerrilheiros estrangeiros e 40 milicianos tribais. As milícias tribais, encarregadas de preservar a segurança na região após um acordo assinado com o governo do Paquistão, têm a intenção de expulsar os estrangeiros do país.

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