Conflitos étnicos matam 10 em Karachi em 24 horas

Pelo menos dez pessoas foram mortas numa nova onda de violência sectária e assassinatos cometidos por grupos criminosos em Karachi, a capital financeira do Paquistão. Dentre as vítimas está a mulher de um deputado da província do Baluquistão, sudoeste do país, e sua filha adolescente.

AE, Agência Estado

31 de janeiro de 2012 | 10h53

Elas retornavam para casa após um casamento quando o carro foi interceptado por dois motociclistas que mataram a tiros mãe e filha, além do motorista, informou o policial Rahim Ullah.

"Pelo menos dez pessoas foram mortas a tiros nas últimas 24 horas", disse Sharfuddin Memon, funcionário do Ministério Interior provincial. "Algumas delas foram mortas por questões sectárias."

Um agente de segurança disse que pelo menos 25 pessoas foram mortas durante o final de semana, a maioria por causa de conflitos sectários entre a maioria sunita e a minoria sunita. "Terroristas mataram várias pessoas, dentre elas três advogados e dois médicos, por causa das seitas às quais pertenciam", disse o agente.

Zohra Yusuf, presidente da Comissão de Direitos Humanos do Paquistão, disse que os dados ainda estão sendo reunidos, mas que entre 35 e 40 pessoas foram mortas por causa da violência sectária em Karachi neste mês.

No ano passado, a cidade registrou seu pior conflito étnico e político dos últimos 16 anos. A cidade portuária no sul do país é usada pelos Estados Unidos para enviar suprimentos para as tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que lutam contra o Taleban no vizinho Afeganistão.

O órgão de direitos humanos paquistanês disse que mais de 1.000 pessoas foram mortas, vítimas da violência, em Karachi no ano passado, dentre elas mais de 100 em apenas uma semana de outubro. As informações são da Dow Jones.

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