Conflitos na Nigéria já mataram mais de 200 pessoas

Mais de 200 pessoas morreram e 1.125 ficaram feridas nos confrontos entre cristãos e muçulmanos, em Kaduna, na região norte da Nigéria, anunciou o presidente da Cruz Vermelha nigeriana, Emmanuel Ijewere. Ele adiantou que cerca de 11 mil pessoas foram deslocadas, e que desde a noite de sábado, os confrontos continuaram em Kaduna, desmentindo informações anteriores de aparente calmaria. Informações anteriores revelavam que o toque de recolher obrigatório instaurado, sábado à noite, na cidade de Kaduna ainda estava sendo cumprido hoje. "Durante a noite de sábado o toque de recolher obrigatório foi respeitado, contrariamente ao que sucedeu na véspera", afirmou Régis Bouffartigue, um cidadão francês que dirige uma cervejaria situada no setor sul de Kaduna. "No setor norte o recolher obrigatório também foi respeitado. Não se via qualquer veículo nas ruas", disse um outro ocidental que vive em Kaduna, mas que não quis ser identificado. Na origem dos confrontos, que começaram quarta-feira, está a publicação no jornal "The Day" de um artigo que sugeriu que o profeta Maomé, caso fosse vivo, escolheria a sua mulher entre as candidatas ao concurso "Miss Mundo". Os muçulmanos, que consideraram que o artigo blasfemou e difamou o profeta, manifestaram-se violentamente em Kaduna contra a organização do certame, previsto para 07 de dezembro na capital da Nigéria. O concurso foi transferido para Londres na mesma data, tendo os organizadores e candidatas do evento chegado hoje ao aeroporto de Gatwick. Um porta-voz da Organização Miss Mundo confirmou que todas as participantes ao concurso de beleza estão presentes em Londres.

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